sexta-feira, 15 de julho de 2016

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Técnica não é nada sem talento e vocação

Uma reflexão curta, para te colocar para pensar numa tarde fria...
Técnica não é nada sem talento e vocação.
Quem construiu a ciclovia no Rio e a barragem em Mariana foram engenheiros. Foi um médico formado que estuprou dezenas de mulheres em Santa Catarina. O motorista que bebe e causa tragédias no trânsito teve que estudar e se habilitou para poder dirigir.
Estar formado, possuir graduação ou poder pagar "cursos da moda" não faz um bom profissional. Ele tem que gostar do que faz, ter talento e vocação, para realmente se importar com o resultado do que vai produzir, para não ser apenas "mais um".
A formação é extremamente importante, mas primeiro, certifique-se de que é isto que tu queres fazer realmente. Se tua escolha estiver apenas baseada no dinheiro que vai ganhar ou no "desejo do papai e da mamãe", pode acreditar, dificilmente será um bom profissional.
A ÉTICA anda lado a lado com o fato de se estar feliz no desenvolvimento de sua atividade profissional. Quem ama o que faz, não corre o risco de não poder fazer mais por causa de dinheiro rápido e fácil, nem por aplauso.

Uma ótima tarde a todos!

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terça-feira, 15 de dezembro de 2015

sábado, 5 de dezembro de 2015

ENTRE SENTIR E FAZER

Não há lógica em SENTIR. Claro que estou falando do “sentir emocional”. Qualquer pessoa que sofre por amor, se tivesse a mínima chance, optaria por não sofrer mais. Não existem fórmulas matemáticas que determinam o sentimento. Amor, ódio, saudade, desejo... são manifestações irracionais, não dependem de “querer sentir”. Muito diferente de qualquer outra sensação física, não se pode evitar o SENTIR com um gesto, como cobrir-se quando sente frio ou comer quando se sente fome. Não podemos escolher que a partir de hoje não vamos mais sentir saudade, ou ciúme, ou ódio. Não se deixa de amar alguém simplesmente porque esse amor não é correspondido, ou nos faz mal. 
Difícil mesmo e entender o SENTIR do outro, porque nos acostumamos a avaliar as coisas do ponto de vista maniqueísta e simplório do certo e errado. É errado sentir isto, o certo seria sentir aquilo. Mas, e se deixássemos de ser egoístas e começássemos a entender que é possível haver o meu certo e o teu certo? Sendo assim, não há certo... nem errado. Sentir não é definível por MIM, nem por NÓS. Talvez, por TODOS... e todos é gente demais para se definir com conceitos.

Traçamos nossa trajetória em busca de alguém que nos complete, que preencha as lacunas (não só as sexuais), que seja a outra metade. E nos surpreendemos assustadoramente quando percebemos que este alguém SENTE diferente de nós. Esquecemos, neste momento, que para que haja o encaixe, as peças tem que ser distintas. A diferença é fundamental para que possamos nos completar. Nos tornamos seres humanos melhores quando aprendemos com o novo, sem julgá-lo, tirando dele justamente estes elementos que faltavam para nos sentir completos, para fechar as lacunas. Se não fosse assim, se as metades fossem exatamente iguais, não haveria necessidade alguma de juntá-las, e estaríamos muito bem sozinhos com nossas carências. O que também não é errado, se nos sentirmos felizes sozinhos. Aí então a velha máxima que diz que cada escolha implica em uma renúncia, começa a fazer sentido, não? Neste momento aprendemos a diferença fundamental entre SENTIR e FAZER.

O FAZER é lógico. Fazemos as coisas tendo a razão como referência. Mesmo quando não temos razão. Escolhemos nossas ações baseadas naquilo que acreditamos nos fazer bem. Podemos errar, acertar ou até mesmo ferir pessoas que nos amam profundamente. Mas escolhemos e assumimos a responsabilidade sobre as consequências quando decidimos fazer.

Diferente de SENTIR, o FAZER pode ser coletivo. Se muitas pessoas estão na chuva, elas podem comumente decidir se abrigar, e todas deixam de se molhar - chame de senso comum, se quiser. O sentimento não funciona assim. SENTIR é pessoal demais. Milhares podem conhecer uma pessoa, mas pode acontecer que apenas uma vá amá-la verdadeiramente. Mesmo que não queira amá-la. Se pudesse escolher, amar não seria SENTIR, seria FAZER.

SENTIR e FAZER são coisas completamente diferentes. Contudo, nos tornamos pessoas melhores quando aprendemos realmente o que fazer com o que sentimos. Abrir mão do coletivo e confortável “senso comum” buscando entender o SENTIR de quem está ao nosso lado pode ser doloroso, porque dor é SENTIR. Mas buscar entender é FAZER. Então escolhemos a dor para entender o SENTIR da outra metade. Este é o momento em que SENTIR e FAZER mais se aproximam... e o mais perto que podemos chegar de sermos completos.

Um maravilhoso final de ano para todos que SENTEM E FAZEM.

Leandro.


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sexta-feira, 15 de maio de 2015

sexta-feira, 8 de maio de 2015

PANGEIA – UMA REFLEXÃO SOBRE FELICIDADE

Não sei quem é o autor da frase, só sei que já ouvi uma centena de vezes, nas mais diferentes situações. Ouço desde criança e, apesar de já ter entrado na casa dos quarenta, juro que nunca consegui entender completamente seu significado. Apesar de simples, esta sentença de apenas cinco palavrinhas traz em si força e sabedoria, que vão muito além de seu significado literal. Contudo, como sou uma pessoa que tenta encontrar algo de positivo em todas as coisas, nada como uma boa noite de insônia para fazer algumas reflexões que trago através deste pequeno texto. Pequeno, pois afinal de contas, precisaríamos de muitas noites sem sono para falar sobre a frase: “Estamos aqui para sermos felizes".
Ontem uma pessoa que admiro muito me disse que “para sermos felizes com alguém temos que primeiramente aprender a sermos felizes sozinhos”. Cruzando esta informação com a emblemática frase que trouxe no início desta prosa, a perda do sono de um insone foi inevitável, bem como uma enxurrada de ideias e reflexões.
Admiro a autora da frase e reconheço, humildemente, que ela tem um conhecimento sobre o ser humano muito maior que o meu. Principalmente por ser uma pessoa extremamente espiritualizada, coisa que não sou. No entanto, tenho uma dificuldade enorme em aceitar as duas palavras, sozinho e feliz, na mesma frase. E ouso discordar dela. Veementemente.
Somos seres sociais, não somos feitos para viver sozinhos. Organizamos-nos para estarmos próximos uns aos outros, não como ilhas ou arquipélagos. Tendemos, por afinidade, interesses e similaridades, a formar continentes inteiros. E nessa história toda estamos sempre na contramão da deriva continental, tentando sempre voltar a sermos Pangeia.
Somos a única espécie capaz de amar, em todos os tipos de “amor” possível. Amamos nossos pais, filhos, parceiros... Amamos nosso trabalho, hobbies. Amamos um livro e um quadro e um filme... Ou todos juntos! E estes estados de “amar” estão sempre condicionados a algum tipo de reciprocidade. Amamos aquilo que reflete em nós a felicidade. Quando amamos um filho, o fizemos porque há uma troca intensa e imensurável de felicidade. Quando amamos um filme a ponto de chorarmos, mesmo sabendo que é uma ficção, é porque ele chegou a áreas de nossa sensibilidade ligadas à felicidade que em algum momento sentimos; na verdade o filme não nos toca, ele toca em feridas, cicatrizes. Mesmo quando amamos alguém e este amor não é correspondido, sofremos porque vemos nesta pessoa um estado de felicidade que buscamos, às vezes durante uma vida inteira, e até então não havíamos encontrado. E é aí, neste momento de paradoxo extremo, que sofremos por uma felicidade vislumbrada, próxima, mas não alcançável. Louco isso, não?
Como visto, amigos, não consigo ligar a palavra FELICIDADE à palavra SOZINHO. Ela está ligada sempre a palavra AMOR. E para que haja amor, é necessário sempre existir, pelo menos, dois. Não existe estado de felicidade maior do que chegar em casa e saber que há alguém disposto a, irrestritamente, nos fazer feliz. Sério! Diz pra mim se, em uma condição dessas, tu não darias o teu máximo para fazer esta pessoa feliz também? Acho que este é o conceito de amor. E de felicidade.
E o amor próprio? Onde fica nessa história? Amor próprio, na minha humilde opinião, é quando estamos tão felizes conosco mesmo, que já estamos prontos para compartilhar esta felicidade com alguém. Aí, somente aí, o amor e a felicidade que sentimos por alguém, deixam de ser uma questão de necessidade, mas de escolha.

Sejamos Pangeia, deixemos as ilhas vagarem, até encontrarem seu próprio continente.

Um grande abraço em todos vocês!




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