sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Apenas...




Na foto, Luna, no Recanto Maestro, São João do Polesene, RS.



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sexta-feira, 21 de outubro de 2016

MAIONESE COM CEBOLA (uma crônica gastronômica e política sobre a intolerância)

Eu não gosto de cebola na maionese! - Para quem não é do Sul, estou falando daquela salada de batatas, que aqui chamamos apenas de salada de maionese. – Simplesmente não combina! A suavidade da batata e a cremosidade da maionese para mim acaba sendo envenenada com o gosto forte e a rigidez da cebola. Respeito quem gosta e quem põe em sua receita, mas peço, por gentileza, que quando fizer uma maionese com cebola, que reserve separado um pouco sem este tempero para mim, obrigado.

Quando mais jovem eu até havia feito uma teoria sobre a cebola na maionese que dizia o seguinte: Se o cozinheiro colocar cebola na maionese, só quem gosta dela na salada vai comer. Se ele não colocar, todos vão comer. Simples assim...

Contudo, eu não desprezo totalmente o vegetal malcheiroso. Gosto de usar para temperar carne, por exemplo. Frito até que quase desapareça, mas uso. Em ensopados também costumo utilizar. Mas na salada de maionese, ou em qualquer outra salada onde ele apareça cru, nem pensar.

Todavia, fico imaginando que grande besta eu seria se ficasse simplesmente desejando o fim da cebola. Óbvio, seria cômodo, porque não precisaria mais me preocupar com ela aparecendo de surpresa e estragando alguma deliciosa maionese. Mas também seria um desejo egoísta, pois não levaria em consideração todas as pessoas que gostam de cebola. Não deixaria de ser, também, uma forma de reprimir a criatividade, uma vez que fico pensando em quantos temperos diferentes foram descobertos apenas porque alguém procurou alternativas à desprezada cebola.


Outro motivo que me faz refletir e não desejar o confortável desaparecimento da cebola é o fato de que existem muitas pessoas que precisam dela para sobreviver. Há famílias inteiras que dependem do seu plantio, que trabalham de sol a sol, que cuidam, adubam, regam. E depois vendem. Também tem o cara que transporta. O que distribui. E o que vende na feira. Ah... e o que pesa na balança. Todos eles dependem, mesmo que em uma pequena parte, da cebola. Então o fato de não gostar dela na maionese, não me dá o direito de querer seu fim sumário, simplesmente porque não tenho o direito de querer o mal de tantas pessoas para favorecer um gosto pessoal meu. Ou seja, não quero comê-la, mas para isto não preciso odiá-la, correto?

O que temos visto nas redes sociais ultimamente é um festival de ódio à cebola. Seja ela cebola política, cebola religiosa ou, até mesmo, cebola esportiva. Pasmem!

Quantas vezes por dia nos deparamos com pessoas, muitas delas amigas nossas, que disseminam o ódio às suas cebolas? Compartilham mensagens e imagens carregadas de preconceito, pregam escancaradamente que aquele que gosta então não deveria comer outra coisa, apenas cebola. Quem sabe até se mandar para outro país onde sua cebola fosse aceita com naturalidade, mas não aqui. Apresentam provas cabais de que a cebola está envolvida em tudo que é de mais ruim no mundo e que por isso mesmo deveria ser erradicada. Com violência, se fosse o caso.
Se um músico se manifestar a favor da cebola: Parem de ouvi-lo agora! Sua música não presta e seu sucesso só se deu porque existe uma fraude na Lei de Incentivo ao Bulbo Vegetal! Não importa o quanto de admiração havia por qualquer pessoa, a partir do momento em que ela resolver defender a cebola, devemos considerá-la burra, corrupta e mentirosa. Devemos questionar não seu posicionamento com relação à cebola, mas sua obra como um todo.

Por outro lado, os contrários, que defendem o tempero, dizem que aquele que não gostar de cebola é covarde, que a única comida verdadeiramente boa é aquela feita com bastante cebola. Vão usar apelidos depreciativos para diminuí-los em sua condição humana. Podem, inclusive, defender que o ideal seria um mundo onde todos fossem obrigados e comer cebola sorrindo e tecendo elogios fervorosos ao Grande Chef que, impecável em sua cozinha, mandaria envenenar a comida de qualquer um que ousasse questionar o sabor e a importância de suas cebolas.

Não vivemos mais no limite da tolerância. Já o ultrapassamos faz tempo. Nossa sociedade está no momento em que a frase “Está comigo ou contra mim?” é perfeitamente natural. Mensuramos o caráter das pessoas não pelo que elas acreditam, mas pelo quanto o que elas acreditam se aproxima do que eu acho certo e aceitável. Em quem se vota, com quem se dorme e até mesmo o que se come é mais importante do que o quanto uma pessoa possa ter feito de bem para outras. Estamos mais próximos das fogueiras inquisitórias da Idade Média do que imaginamos.

Um grande abraço e um ótimo final de semana a todos nós.

TOLERÂNCIA AINDA É A PALAVRA MAIS BONITA DA LÍNGUA PORTUGUESA! #SEJATOLERANTE!


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sexta-feira, 30 de setembro de 2016

OS AMIGOS E O TEMPO

Já paraste para pensar em quantos melhores amigos para a vida toda passaram por ti e que hoje são, simplesmente, lembranças? Isso quando ainda nos lembramos deles.

Não importa a idade que temos, a única coisa certa quando falamos em amizades é que elas passam por nós na mesma velocidade em que vamos migrando para grupos novos. Cada círculo novo em que nos inserimos representa que acabaremos escolhendo ou sendo escolhidos por pessoas que, de tão especiais, acreditamos ingenuamente que estarão presentes em nossas vidas para sempre. Se tornam, naquele momento, necessárias por nos completarem ou então por refletirem a nós mesmos, como espelhos.

Como tenho mais de 40 anos, já não sei mais a conta de quantos destes grupos passaram por mim. Escola, SENAI, exército e empresas nas quais trabalhei... Sempre havia aquela pessoa, aqueles caras, aquele grupo “insubstituível”, cujos tempo e distância jamais se tornariam determinantes para um afastamento. Fazia planos de manter contato, jogar uma bolinha vez por outra, fazer um churrasco com as famílias. Mas onde estão estas pessoas? Se perderam. Algumas no tempo, outras no espaço. Raríssimas são as amizades que permanecem sem sucumbir a falta da proximidade. E quando ficam, nunca mais na mesma intensidade ou importância.

Hoje, é de certa forma desapontador descobrir que “usamos” as amizades porque elas suprem necessidades em épocas ou situações tão específicas. O espaço tempo determina nossas companhias e a empatia se dá muito mais pela necessidade de segurança ou conforto do que pela poética e "espiritual" química. Por isso, na medida que os grupos vão desfilando, a relevância que alguns de seus entes têm em nossa vida vai perdendo força. Triste isso. O “diário dos meus segredos” de ontem, com quem se compartilhou lágrimas e dores, hoje é uma pessoa para quem trocamos um abano simpático e amistoso em algum raro evento em comum.

Por todas essas reflexões que fiz, mais do que nunca acredito que devemos valorizar e respeitar nossas amizades enquanto estão próximas de nós, principalmente aquelas especiais. A linha do tempo de nossa história vai avançando e se transformando conforme as pessoas vão passando por nós e deixando marcas. São nossos amigos de agora que nos amparam, pois muitas vezes eles estão mais próximos que nossos parentes jamais estarão (e que nem sempre consideramos amigos).

Ouça, abrace, celebre os grandes amigos pelo maior tempo que puderes! Não perca tempo com cobranças ou discussões vazias, uma vez que tu não sabes quando uma desavença destas pode ser o motivador para que tu acabes avançando para outro grupo, para outros amigos. Aí, então, teu melhor amigo para uma vida inteira pode acabar se tornando não mais do que uma lembrança legal.


Um abração em todos!

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O Mundo de Érico


E aí, galera,

Pra quem não sabe, tenho um filho de sete anos chamado Érico. Pois tanto ele insistiu que acabou me convencendo a criar uma página no Youtube pra ele. E não é que o guri leva jeito para youtuber?

Quem quiser dar uma visitada no canal dele, é só clicar no link abaixo. E já que vai visitar, não deixa de se inscrever no canal e dar Like nos vídeos, ok?

O INCRÍVEL MUNDO DE ÉRICO

 MUNDO DE ÉRICO


Um abração!

Leandro.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Técnica não é nada sem talento e vocação


Uma reflexão curta, para te colocar para pensar...

Técnica não é nada sem talento e vocação. Quem construiu a ciclovia no Rio e a barragem em Mariana foram engenheiros. Foi um médico formado que estuprou dezenas de mulheres em Santa Catarina. O motorista que bebe e causa tragédias no trânsito teve que estudar e se habilitou para poder dirigir. 

Estar formado, possuir graduação ou poder pagar "cursos da moda" não faz um bom profissional. Ele tem que gostar do que faz, ter talento e vocação, para realmente se importar com o resultado do que vai produzir, para não ser apenas "mais um". A formação é extremamente importante, mas primeiro, certifique-se de que é isto que tu queres fazer realmente. Se tua escolha estiver apenas baseada no dinheiro que vai ganhar ou no "desejo do papai e da mamãe", pode acreditar, dificilmente será um bom profissional. 

A ÉTICA anda lado a lado com o fato de se estar feliz no desenvolvimento de sua atividade profissional. Quem ama o que faz, não corre o risco de não poder fazer mais por causa de dinheiro rápido e fácil, nem por aplauso. 


Uma ótima tarde a todos! 

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terça-feira, 15 de dezembro de 2015