POESIA 110 - Medíocres

MEDÍOCRES
Leandro de Araújo


Não...
O maldizer não os fere.

De frente,
pelas costas,
ou vindo dos esgotos digitais
de onde muitos deles gritam.
A crítica é sua companhia.
É a carícia que os excita.

O que corta sua carne suja
é o desprezo.
Puro... sincero...
O desprezo ausente e frio.

Dispense a reciprocidade.
Deixe que levantem a voz
ao eco das mentes ocas.

Não os defenda,
nem os ataque.

Ofereça. O. Nada.

Os medíocres só respiram
no pensamento alheio.
Querem ser vistos.
Querem ser ouvidos.
Xingados, até.
Pouco oferecem,
mas muito querem.

Alimentam-se da atenção
que derramamos sobre
sua fragilidade barulhenta.

Que permaneçam, então,
na sombra da irrelevância.
Sem desperdício
do precioso tempo
com quem se nutre da dor.

Reservemos nossa energia
àqueles que são, verdadeiramente,
relevantes à nossa história.






........................................................
APOIO: 


Visita o Blog Uma Outra Cor e minha galeria no Flickr!

Comentários