POESIA 112 - Voyeurs

VOYEURS
Leandro de Araújo


Eu faço em público mesmo.
Não estou nem aí!
Me julguem.

Vejo escandalizados comentando,
cutucando uns ao outros
com o cotovelo nu.

Sussurros com hálito quente:
- Esquisito! Anormal!
- Aberração!

Danem-se os socialmente limitados
que invejam meu desejo íntimo.
Continuarei lendo!





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